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dez/17

Zele pelo seu nome

Certo dia eu precisava de um encanador, um estofador e um pedreiro. Liguei para uma série deles e marquei para irem até a minha casa, mas você acha que algum deles apareceu? Com muita calma, retornei todas as ligações, pois pensei que talvez a minha comunicação não tivesse sido clara, mas mesmo assim, só apareceu o encanador após nove dias.

Com isso, me pus a pensar: Por que será que as pessoas não se comprometem com aquilo que elas falam!

Se você diz a alguém: “Eu retorno seu recado, assim que chegar em casa”, então você deve aprender a honrar com aquilo que você diz (ou no mínimo não fale para não se comprometer). Quando você diz: “Uma hora dessas, vamos combinar de fazer alguma coisa.” ou “Pode deixar que eu vou na festa”, mas no final não aparece, você não percebe que os outros criam expectativas a seu respeito e é seu nome que está em jogo.

Com horários funciona da mesma maneira: Se você marca com um amigo as 20:00hs, não é para chegar as 20:30. Lembre-se que você está se comprometendo com essa ação. Isso é o mínimo de elegância que se espera de uma pessoa que sabe valorizar sua própria imagem.

Veja o exemplo do pedreiro, do estofador e do encanador. Se um deles tivesse dito que estaria ocupado no trabalho, mas que iria passar no dia “x” para verificar o serviço, certamente eu teria confiança na palavra daquele profissional, o que me faria voltar a ligar para eles quando fosse precisar de seus serviços novamente. Comigo e com você não é diferente, nem como pessoa, nem como profissional.

Qual referência você acha que seu nome está associado? Que peso você carrega por agir como age? É comparado ao nervosinho(a)? Ao fofoqueiro(a)? Ao atrasado(a)? Cada vez mais, o nome das pessoas tem sido associado a atributos semelhantes a marcas de produtos. Afinal, quem não conhece alguém cujo nome se remete a fofocas e intrigas? E quando é sinônimo de confusão? Seriam elas comparadas a produtos de baixo custo, sem qualidade ou sem confiabilidade?

Aprenda a fazer juz as suas palavras ao invés de fazer um marketing negativo de si mesmo. Atenda aos compromissos na hora certa, fale apenas aquilo que pode cumprir e não se comprometa com situações pelas quais você não será capaz de arcar.

Sei que pode pensar que não liga para o que os outros falam de você, mas em um futuro próximo, pode precisar justamente da pessoa que um dia viu você tendo atitudes juvenis.

Não se limite a aceitar menos do que você vale, mas para isso, é preciso definir quais qualidades você quer que seu nome seja associado e obviamente, agir como tal. Minha mãe sempre nos dizia que você leva uma vida inteira para construir um bom nome, mas precisa apenas um dia para derruba-la.

Nosso proceder deve ser ilibado e você tem um nome a zelar e é preciso estar atento ao que está fazendo consigo. Como já dizia Salomão, um bom nome vale mais do que muitas riquezas, mas as coisas que o tolo fala, o aproximam de sua própria queda.

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Karine Rizzardi
CRP 08/09524
A autora é psicóloga especialista de Casais e Família

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