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dez/18

Se você reclamar, sua vida vai empacar

Percebo que as coisas em que mais reclamamos na vida, são as áreas onde menos evoluímos. É como se a pessoa parasse no tempo e não fosse para frente.

Aqueles que vivem reclamando de seus cônjuges parecem estar mais casados com os problemas do que com o parceiro. Aqueles que vivem reclamando de dinheiro são campeões de insatisfações e parecem que o passar dos anos nunca muda suas vidas para melhor. Os que murmuram da vida estão sempre na mesma, estagnados em seus próprios problemas e não conseguem prosseguir. Tentam, se esforçam, mas sempre fracassam.

Tenho motivos de sobra para justificar essa teoria. A principal delas é uma história bíblica que mesmo que você não goste de saber sobre elas, creio que essa irá te atrair. Em Êxodo relata a vida de milhares de Israelitas que saíram do Egito com destino a Canaã, que era uma terra farta que Deus tinha prometido a eles. Segundo historiadores, eles levariam no máximo quarenta dias para chegar na terra que mana leite e mel, mas eles reclamaram tanto, mas tanto, que Deus disse que eles ficariam andando em círculos e por fim, levaram quarenta anos para chegar em Canaã. Deus dava sustento de comida e eles reclamavam que não tinha carne para comer, Deus provia as situações do dia a dia, mas eles reclamavam que era quente demais, frio demais, nada estava bom e era tanta confusão que a ira de Deus se ascendeu contra eles. Tenho convicção que essa história não está lá por acaso, só para preencher espaço. Creio que isso é uma forma de Deus nos ensinar que quanto mais reclamarmos, mais empacados iremos ficar.

Quanto mais você reclama do seu carro, mais ele precisa ir para o conserto. Quanto mais você ressalta os erros de seus familiares, mais eles se tornam evidentes, quanto mais você reclama do seu corpo, mas insatisfeito você fica e a assim também vale para aqueles que dizem que sua vida é uma droga ou que sempre se metem em furadas ou em relações complicadas. Eu já escrevi em matérias anteriores: Nós somos o resultado das palavras que proferimos a nós mesmos.

Se você profere palavras boas ou ruins, não importa, pois afinal a língua é sua e a conseqüência é toda sua também, mas é curioso pensar como pode um povo que poderia resolver seus problemas em quarenta dias e levar quarenta anos para faze-lo.

Que sua língua seja como a pena de hábil escritor, que desliza com suavidade aos ouvidos daqueles que a escutam, pois você será chamado como aquele que diz palavras sábias e que geram vida para pessoas que estão tristes e desanimadas. Pode não parecer, mas para quem está triste, uma palavra de conforto auxilia no alívio da dor.

Suas palavras podem ser remédio para aqueles que tem feridas abertas!

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Karine Rizzardi
CRP 08/09524
A autora é psicóloga especialista de Casais e Família

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