07
abr/17

Noivo de bermudas!

Imagine uma noiva prestes a chegar no dia de seu casamento! Ela não vê a hora de entrar no altar; já repassou todos os preparativos da festa, um dia antes verificou as flores, fez a mala para a lua de mel e finalmente, chega o grande Dia! Seu coração bate forte, as trombetas tocam, a porta se abre, a noiva entra e quando fita o olhar no noivo, ela tem uma surpresa: O noivo está de bermudas! Não só está de bermudas, mas de chinelo, com palito nos dentes e como se não bastasse, com ramela nos olhos.

A moral da história?

Todos nós corremos o risco de sermos “o noivo de bermudas”, se não estivermos prontos para manter nosso relacionamento afetivo. “Você está preparado(a) para manter quem você ama, apaixonado(a) por você?”

Se você pensa que sim, então porque tem tempo para tantas outras prioridades e investe somente o “resto” do seu tempo para curtir um momento a dois? É o resto do dia, o resto do fim de semana e por aí a lista continua.

Para se ter qualidade em uma relação, há de se ter investimento na quantidade de tempo e isso não tem haver com o quanto o outro faz por merecer; isso tem a ver com sua capacidade de manutenção de vínculo emocional.

Fico cada dia mais admirada com casais que percebem isto sozinhos, antes mesmo de sofrerem o impacto do congelamento emocional. Um tempo a sós não significa sair uma vez no ano, no dia do aniversário de casamento. Pessoas que escolhem uma noite na semana para jantar juntos, que priorizam as quartas-feiras para ir ao cinema, casais que entendem que se morressem hoje seriam facilmente remanejados no trabalho e com o tempo seriam esquecidos, mas dentro da família, seu lugar seria insubstituível.

Você sabia que a maior influência que você passa ao seu filho não virá de seu papel como pai ou mãe, mas sim de suas atitudes como marido e mulher? Pois é! Isso se comprova em estudos, através da influência cerebral que isso exerce, pois aumenta a segurança e a autoconfiança dos mesmos, prevenindo-os de complexos de inferioridade e insegurança. Um exemplo disso, é quando o marido viaja e traz um presente para as crianças e se lembra se sua esposa, nem que seja com um bombom. Mudanças familiares ocorrem, mas as regras nos relacionamentos quem faz somos nós.

Qualquer relacionamento afetivo vence uma tempestade e um inverno emocional, mas cada dia que passa me convenço de uma verdade incontestável: Nos tempo atuais, dificilmente um casal conseguirá sobreviver a relação, se não dedicar um tempo a sós, pois a distância pode ser tanta que é capaz deles não mais conseguirem se enxergar.

Por isso meu amigo(a), trate de se pré-parar para ser a noiva ou então, se contente com as conseqüências de viver com o noivo de bermudas!

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Karine Rizzardi
CRP 08/09524
A autora é psicóloga especialista de Casais e Família

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