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maio/18

Não seja como o cavalo ou a mula

Muitas pessoas não percebem que vivem tendo crises em uma mesma área da vida e tudo parece um ciclo que se repete. É quando a pessoa nunca consegue ficar com as contas em dia porque gasta mais do que ganha, é quando os pais brigam com um filho sempre pelo mesmo motivo, quando os casais voltam no assunto de dez anos atrás na hora de uma discussão e enfim, são infinitos exemplos que poderíamos citar.

Quando algo ruim acontece uma vez nas nossas vidas, considera-se um ocorrido inesperado e acidental, mas quando a situação se repete três ou mais vezes, aí é hora de analisar por que os problemas estão se repetindo.

Imagine, por exemplo, que você dirige há vários anos e de repente você bate o carro. Passa-se três meses do ocorrido e você bate outra vez. Como se não bastasse, oito meses depois, você novamente bate na traseira de outro. De quem será a culpa? Uma vez, tudo bem, mas quando se repete as circunstâncias, são sinalizadores que merecem nossa atenção para revermos nossas condutas.

Há uma frase que acho o máximo: “Não sejais como o cavalo ou a mula que são sem entendimento e que precisam de freios e cabrestos para serem dominados, porque de outra sorte não obedecem”

Muitos sofrimentos são reservados para aqueles que vivem deste jeito, pois viver assim não deixa de ser uma escolha.

Quando alguém sempre se envolve amorosamente com pessoas erradas ou quando já foi traída mais que três vezes e não toma atitude, porque será que precisa viver com esses freios de continuar repetindo a mesma dor e reprisando todo o sofrimento? Não é mais fácil ser feliz? Não digo isso de forma impulsiva, mas a vida é curta demais para ficarmos presos a circunstâncias que nos prendem.

A oportunidade de fazer escolhas inteligentes, controlar seus comportamentos para não repetir os vícios, as compulsões e os erros é o mínimo o que se espera de pessoas que ao contrário da mula, pensam e raciocinam. Creio que não precisamos repetir o sofrimento para aprendermos com eles.

Há também um detalhe nessa história que nos cabe pensar: Se somos seres pensantes e inteligentes, então, é valido considerar os erros dos outros e não precisar nem passar pelo erro. Tudo bem que é uma proposta ousada e difícil (até porque tem situações que não funcionam assim), mas é preciso usar o máximo da nossa capacidade de raciocínio. Isso é possível, pois, é só aguçar sua atenção. Um exemplo disso são os casais. Se todos eles nunca conseguem resolver seus problemas por culpar o outro dos problemas, então é válido fazermos diferentes para termos resultados mais satisfatórios.

Façamos diferentes! Sejamos mais aprimorados!

Quando dizem que se conselho fosse bom não se daria, questiono se isso é realmente verdade. É sábio tirar proveito das lições dos outros, sem precisar sofrer para mudar.

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Karine Rizzardi
CRP 08/09524
A autora é psicóloga especialista de Casais e Família

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