03
mar/17

Contornando o ciúme entre irmãos

Os pais que sofrem por causa dos ciúmes entre irmãos não precisam se preocupar, pois não é necessário a entrada para atendimento psicológico por este motivo.

O importante mesmo é eles entenderem as reações dos filhos, para auxilia-los a detectar quando o ciúmes entra em vigor e ficarem atentos para que essa rivalidade diminua, pois o grau de ciúmes entre irmãos dependerá exclusivamente a atitudes dos pais.

Entre as primeiras atitudes que os filhos mostram quando estão com ciúmes é a regressão no comportamento. Aquele filhinho amável que nunca dava problema, agora começa a querer mamar na mamadeira ou no seio da mãe novamente, volta a reagir como um bebezinho precisando de colo ou ainda em idades mais avançadas, volta a condutas de períodos anteriores da vida, quando ainda se sentia mais seguro. A criança pode estar sentindo um misto de frustrações, desejos, inveja e vontade de agredir o(a) irmãozinho(a).

Outra atitude comum é que a criança começa a mostrar uma reação de oposição e negativismo em relação a tudo o que está ao seu redor ou contra o próprio irmão. Ele começa a teimar, choramingar, contrariar ou desafiar aos pais, fazendo de tudo para obter exclusividade. Nessa hora, é importante os pais tentarem acalma-lo para que ela saiba que tem seu lugar garantido em casa e que ninguém é melhor ou mais importante que o outro. Após compreender seus sentimentos e externaliza-los ao filho, não é necessário dar atenção aos choros ou resmungos.

Em alguns casos, a criança encontra soluções mais adequadas de ajustamento frente ao ciúmes, quando os pais auxiliam ao filho reconhecer o irmãozinho como um cuidador dele, tornando-se mais maternal e mais prestativo, o ciúmes pode ser diminuído radicalmente. Outro método é quando o filho consegue descarregar as fantasias agressivas nos jogos que brinca em casa, pois isso aprimora sua capacidade de se sentir mais seguro e faz com que o ciúmes seja menos valorizado.

Se caso os pais percebam que esse ciúmes persista, aí sim é importante dar atenção maior, podendo ser resolvido com sessões de aconselhamento com um profissional que fará intervenções diretas com os pais.

Caso o ciúmes sofra oscilações, sendo que um dia o filho trata bem seu irmão e no outro lhe trata mal, então, não há com o que se preocupar. Isso é característica das fases de evolução.

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Karine Rizzardi
CRP 08/09524
A autora é psicóloga especialista de Casais e Família

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